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Qual é o momento certo para desenvolver um protocolo vacinal de cães e gatos? 


Para responder essa, e outras perguntas dentro desse tema, conversamos com o Fernando S. Kloster, Médico veterinário da VP Diagnóstico. Ele respondeu as principais dúvidas que recebemos pelo perfil da VP no Instagram e em nossa página no Facebook.









O que é o protocolo vacinal? É a mesma coisa que programa vacinal? E qual é a sua importância?

Programa vacinal é quando há vacinação de animais ou pessoas em uma determinada data/época com o propósito de vacinar o maior número possível de indivíduos de uma determinada população. Já, um protocolo vacinal é o esquema de vacinas proposto para cada indivíduo de acordo com suas necessidades, rotina, região/localidade que habita, idade, etc.  

Existe um momento certo para criar o protocolo do animal de estimação? Filhotes precisam?

A criação do protocolo deve ser realizada logo na primeira aplicação de uma dose vacinal. Protocolos vacinais têm sido atualizados constantemente a fim de que a proteção seja efetiva e a resposta imune torne-se eficaz. Segundo a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), o início da vacinação deve ocorrer entre 6 e 8 semanas de idade. É de suma importância que cada paciente tenha sua carteirinha de vacinação e que os proprietários estejam cientes de que as doses subsequentes devem ser dadas na data indicada pelo médico veterinário.





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Quais são os fatores levados em conta para personalizar o protocolo vacinal de cães e gatos? É o mesmo?

Os protocolos para cães e gatos são ligeiramente parecidos em relação, por exemplo, à idade, porém, cada espécie bem como pacientes individuais devem ter suas particularidades levadas em conta na hora da vacinação. Segundo a WSAVA, gatos também deve ser vacinados a partir de 6 a 8 semanas de idade. Entretanto, as vacinas não são exatamente contra os mesmos patógenos. As vacinas essenciais para os cães são contra Parvovirose, Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Raiva. Já para gatos, as vacinas essenciais são contra o Vírus da Panleucopenia Felina, Herpesvírus, Calicivírus Felino e Raiva. Esta última a WSAVA recomenda que seja administrada com 12 semanas de idade para gatos e 16 semanas para cães. Essa diferença ocorre pois o gato é predador do morcego (principal espécie animal que mantém o vírus da raiva circulante no Brasil e o no mundo) e, consequentemente, está mais propício ao risco de infecção.

DESTAQUE  

“As vacinas essenciais para os cães são contra Parvovirose, Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Raiva. Já para gatos, as vacinas essenciais são contra o Vírus da Panleucopenia Felina, Herpesvírus, Calicivírus Felino e Raiva.”






Adotei um animal de rua, qual é o primeiro passo para verificar se sua saúde está em dia?

O primeiro passo é levá-lo ao seu médico veterinário de confiança para uma avaliação clínica minuciosa. O profissional irá avaliar o paciente pelo exame físico e, se necessário, a realização de exames laboratoriais e complementares.




Se o bichinho já foi vacinado, precisa ser revacinado todos os anos? Como saber se ele ainda está protegido?

É importante ressaltar que vacinas contra patógenos como Bordetella, Leptospira, etc, devem ser dadas anualmente sempre a critério do médico veterinário. Em relação a outros patógenos, vários estudos comprovam a longa eficácia de vacinas contra Parvovirose, Cinomose e Hepatite Infecciosa Canina bem como Panleucopenia, Calicivírus e Herpesvírus Felino. Há vários estudos em pacientes relatando a presença de elevados títulos de anticorpos protetores após 3 anos da última dose de vacinação tanto em cães como em gatos (Gore, et al. 2006; Killey, et al. 2018). Porém, fatores intrínsecos fazem com que nem todos os pacientes respondam à vacinação de maneira ideal. A melhor opção é verificar se o paciente está com o nível adequado de anticorpos protetores. Se esse nível estiver ideal, a revacinação não é necessária. Já se os títulos de anticorpos estiverem abaixo do nível ideal, deve-se revacinar imediatamente o paciente para garantir a proteção.



Fontes citadas:

Day, et al., 2015. Vaccination guidelines. Journal of Small Animal Practice, 57, E1-E50.

Killey, et al., 2018. Long-lived immunity to canine core vaccine antigens in UK dogs as assessed by an in-practice test kit. Journal of Small Animal Practice, 59 (1), 27-31.

Gore , et al., 2006. Three-year duration of immunity in cats following vaccination against Feline Rhinotracheitis Virus, Feline Calicivirus and Feline Panleukopenia Virus. Veterinary Therapeutics, 7 (3), 213-222.
 
 
Fernando S. Kloster é Médico Veterinário na VP Diagnóstico. 
Graduado em Medicina Veterinária pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2008), especialista em Biotecnologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2010) e mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná (2013). Tem experiência na área de Medicina Veterinária com ênfase nos seguintes temas: Raiva; Imunofluorescência Direta; Controle da Raiva dos Herbívoros; Vigilância da Raiva no estado do Paraná; Tipificação Antigênica e Análise Filogenética do vírus rábico; Saúde pública; Zoonoses; Doenças Infecciosas; Defesa Sanitária Animal; Doenças Parasitárias; Metodologias In vitro de análise de substâncias com potencial anti-helmíntico e Diagnóstico de resistência parasitária.
03/09/2019 - Informação

O que é o protocolo vacinal e qual é a sua importância?

Qual é o momento certo para desenvolver um protocolo vacinal de cães e gatos? Para responder essa, e outras perguntas dentro desse tema, conversamos com...

Saiba Mais
O que é Clamidiose felina?
 
 

 A clamidiose felina é uma doença altamente contagiosa. Causada pela bactéria Chlamydophila sp, afeta o sistema respiratório e olhos dos gatos, podendo levar ao desenvolvimento de conjuntivite.  
 
Para compreender melhor a doença, seu diagnóstico e tratamento, a Dra. Fernanda Kindler Marques, que é especialista em felinos e atua na Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina, respondeu algumas perguntas enviadas em nossas redes sociais. 
 
 
 
VP Diagnóstico - O que é Clamidiose felina?
 
É uma doença contagiosa que afeta trato ocular e respiratório dos gatos. É prevalente em grandes populações ou locais com alta densidade como abrigos e gatis, e afeta principalmente indivíduos jovens e não imunizados. É uma zoonose, ou seja, pode acometer seres humanos também, mas sua ocorrência não é comum.
 
 
 
 
 
VP Diagnóstico - Qual a importância de realizar sorologia para Chlamydophila no gato doméstico?
 
Gatos não vacinados , devem ser testados para controle de prevalência da doença, vacinação e tratamento adequado.
 
 
VP Diagnóstico - Quais os sinais clínicos no gato com Clamidiose?
 
Os sintomas são geralmente oculares que podem ser agudos ou crônicos como conjuntivite, secreção serosa que evolui para mucosa, hiperemia conjuntival, edema, blefarospasmo. Também pode causar febre branda, rinite, espirros e perda de massa corporal. Nas formas mais graves da doença os sintomas podem ser claudicação, abortamento, infertilidade e mortalidade neonatal.
 
 
VP Diagnóstico - Meu gato é positivo para Chlamydophila sp. Que cuidados devo tomar?
 
O sistema imune de alguns gatos é capaz de eliminar a infecção. Para os positivos, mesmo que assintomáticos, é recomendado que se faça um tratamento de longa duração.
Caso possua mais gatos em casa que não sejam vacinados, é importante que o animal positivo seja isolado para não gerar um surto da doença. Além disso, deve-se tomar cuidado com a higienização das mãos após manipular um felino doente, a fim de evitar a contaminação de outros animais e humanos.
 
 

 
 
 
 
Você tem gato em casa?
 
A VP Diagnóstico oferece um teste Dot-Elisa que determina no soro de gatos, a presença do anticorpo IgG da Toxoplasma gondii e Chlamydophila sp. O ImmunoComb Toxoplasma & Chlamydophila Felina tem fácil aplicação e os resultados são obtidos em 40 minutos.
Saiba mais sobre o produto aqui.
 
 
FOTO DRA FERNANDA
 
Dra. Fernanda Kindler Marques
Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Felinos (Qualittas). É membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFel) e Proprietária da Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 
Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 
Siga a medicinafelinarp no Instagram.
 
 
 
 
 

 
Quer saber mais sobre o assunto? 
 
- Acesse o Canal do Pet. 
- Estudo sobre a relação entre cães, gatos e zoonoses, realizado pela Consultoria Legislativa.
12/08/2019 - Informação

O que é Clamidiose felina?

O que é Clamidiose felina?

Saiba Mais
O que é toxoplasmose? 
Saiba qual é o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença.

Para compreender melhor a transmissão, suas causas e o papel dos gatos nessa doença, conversamos com a Dra. Fernanda Kindler Marques,  que é especialista em felinos e atua na Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

 

VP Diagnóstico - O que é toxoplasmose e qual o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença?

A Toxoplasmose é uma doença de carácter zoonótico causada pelo protozoário Toxoplasma gondii que pode infectar humanos, gatos e outros animais. Os gatos são sempre associados a doença pelo fato de serem os hospedeiros definitivos do protozoário, ou seja, é neles que o agente infeccioso realiza seu ciclo biológico para ser eliminado nas fezes do animal em forma de oocistos (ovos).

No entanto, nem sempre o parasita vai se reproduzir no organismo do gato, e nesse caso não serão eliminados. Porém, a maior fonte de infecção para os humanos encontra-se nos alimentos que são ingeridos e encontram-se mal lavados como verduras e frutas, e carnes cruas.

 

VP Diagnóstico - Qual a importância de fazer sorologia para toxoplasma no gato?

É importante fazer a sorologia, pois os gatos podem disseminar a doença eliminando milhares de oocistos nas fezes e contaminando o meio ambiente. Portanto a sorologia vai esclarecer se o gato possui os anticorpos contra o toxoplasma gondii, e se ele está doente, imune ou se é potencialmente transmissor.

Os animais devem ser avaliados quando apresentarem alterações oculares, neurológicas e gastrointestinais, principalmente sinais de febre, anorexia, letargia, dificuldade respiratória, dores musculares e icterícia.

 

VP Diagnóstico - Meu gato tem anticorpos contra Toxoplasma...o que isso significa?

Depende, o animal pode ter sido infectado recentemente e o organismo do animal estar produzindo anticorpos contra o T. gondii, a fim de eliminar a infecção. Ele pode estar infectado e produzindo os anticorpos contra o agente infeccioso, porém já em uma fase de recuperação da infecção. Ou o animal pode ter adquirido a infecção durante algum momento da sua vida e agora ele apresenta anticorpo em seu organismo.



VP Diagnóstico - Quais cuidados devem ser tomados em relação às fezes e caixa de areia dos gatos?

É necessário limpar as caixas de areia diariamente, pois os oocistos liberados nas fezes esporulam após 48 horas no ambiente. Medidas de higiene como usar luvas, lavar as mãos após manipular a caixa de areia e lavar com sabão a caixa periodicamente são importantes na prevenção dessa doença.

 

VP Diagnóstico - O gato que tem anticorpos contra Toxoplasma deve receber tratamento?

O animal só vai receber tratamento se apresentar sinais clínicos da doença.

 

VP Diagnóstico - Quais cuidados a gestante deve ter para evitar a Toxoplasmose?

Seguir todos os cuidados de higiene com a caixa de areia do seu gato (preferencialmente deve ser feita por outra pessoa ou usar luvas), lavar bem as mãos após limpar as caixas de areia, não consumir carne crua ou mal passada, lavar bem verduras, legumes e frutas, beber água de fontes limpas, e não entrar em contato com areia e terra de locais públicos, e determinar o estado infeccioso de uma mulher antes que ela engravide.

 

Você tem gato em casa?

A VP Diagnóstico oferece um teste Dot-Elisa que determina no soro de gatos, a presença do anticorpo IgG da Toxoplasma gondii e Chlamydophila sp. O ImmunoComb Toxoplasma & Chlamydophila Felina tem fácil aplicação e os resultados são obtidos em 40 minutos.

Saiba mais sobre o produto aqui.





Dra. Fernanda Kindler Marques

Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Felinos (Qualittas). É membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFel) e Proprietária da Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

Siga a medicinafelinarp no Instagram.

 



Quer saber mais sobre o assunto?
- O site do Ministério da Saúde reúne um material completo sobre a Toxoplasmose.
- Saiba mais sobre os últimos registros da doença no site do NEXO e da Folha de São Paulo.

- Leia mais sobre a relação da doença com a gravidez no site da BBC.

- Você ainda pode assistir o programa Ligado em Saúde, da Fiocruz, para conferir mais orientações.
12/08/2019 - Informação

O que é toxoplasmose?

Saiba qual é o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença.

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Em atividade recente, alunos do 3º período de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Sociedade Educacional de Santa Catarina  testaram o VacciCheck®.  A atividade aconteceu durante a aula prática de testes Imunobiológicos, da disciplina de Imunologia. Os testes foram coordenados pelo Professor Uriel Vinícius Cotarelli de Andrade, com quem conversamos. Confira como foi a experiência:

VP Diagnóstico - Professor, essa foi a primeira vez que o VacciCheck® foi utilizado em uma experiência prática junto aos alunos? Esse tipo de teste rápido já é utilizado pelos acadêmicos? 
Sim, foi a primeira vez que utilizamos o Vaccicheck com os alunos. Não, infelizmente não é freqüente o uso de kits rápidos imunológicos em aulas práticas, na maioria das instituições de ensino superior.

VP Diagnóstico - Quais foram as impressões dos estudantes e qual a importância de atividades como essa para a formação de novos profissionais?
Os alunos adoraram, uma vez que expressa a realidade colocada em sala de aula. Acredito que contribui muito, pois os alunos têm a oportunidade de realizar um teste que, teoricamente, só terão acesso na vida profissional.
VP Diagnóstico - A pesquisa na área imunológica é de grande importância para a evolução da Medicina Veterinária. Quais são os desafios que os jovens profissionais devem enfrentar dentro e fora da academia nesse cenário?
Acredito que o maior desafio é correlacionar os sinais clínicos do paciente com o teste imunológico mais adequado e também a interpretação correta dos resultados encontrados.
VP Diagnóstico - Com o teste VacciCheck® é possível obter os resultados para três doenças: ICH/CAV, CPV e CDV, simultaneamente em 28 minutos. Quais outras vantagens o Sr. destacaria nesse produto? 
Alta sensibilidade e especificidade, fácil execução e interpretação.
 
Uriel Vinícius Cotarelli de Andrade
Médico Veterinário, Mestre e Doutor pela UFPR, professor de Microbiologia e Imunologia, do curso de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Curitiba. Os alunos do 3o período de Med. Vet. estavam na aula prática de testes Imunobiológicos, da disciplina de Imunologia.
24/05/2019 - Notícias

Estudantes de Medicina Veterinária da UNISOCIESC utilizam VacciCheck® em aula.

Em atividade recente, alunos do 3º período de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Sociedade Educacional de Santa Catarina  testaram o VacciChe...

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Alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA), do Rio de Janeiro, realizam atividade em laboratório utilizando o  kit Vaccicheck®.
Em atividade realizada na disciplina de Imunologia, ministrada pelo Doutor em Microbiologia e Médico Veterinário Flávio Gimenis Fernandes, os alunos Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA) utilizaram o kit Vaccicheck®.
A ideia do professor e pesquisador foi estimular seus estudantes para avaliar o estado imunitário de animais através de um teste rápido e que fornece resultados eficazes. Com o uso do Vaccicheck® os alunos puderam realizar verificação prática de títulos vacinais e a validação pós-vacinação em amostras de sangue e plasma.
A experiência prática é fundamental para que os graduandos realizem a aplicação e interpretação de técnicas diagnósticas na medicina veterinária, correlacionando o diagnóstico e prognóstico das doenças infecciosas e parasitárias que acometem cães e gatos.
O VacciCheck® é um kit de avaliação rápida para a verificação vacinal. Ele é utilizado para a checagem do estado de imunidade de cães sobre três patógenos: Hepatite infecciosa Canina (ICH/CAV), Parvovirose Canina (CPV) e a Cinomose Canina (CDV). Aqui no Blog contamos mais sobre o uso do Vaccicheck® e você pode conferir aqui.
Flávio Gimenis é Professor e pesquisador. Graduado em Medicina Veterinária, Especialista em Microbiologia, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia e Imunologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Extensionista no projeto Global Incidence of Multidrug-Resistant Tuberculosis no Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa – Portugal (IHMTL).
Para saber mais sobre as pesquisas desenvolvidas pelo Professor Flávio Gimenis, acesse o site dele aqui.  Se você deseja realizar uma atividade semelhante junto ao seus acadêmicos, entre em contato com a VP Diagnóstico.
15/04/2019 - Notícias

Estudantes de Medicina Veterinária testam o kit Vaccicheck®

Alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA), do Rio de Janeiro, realizam atividade em...

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Resumo
Este trabalho teve como objetivo determinar a frequência dos tipos sanguíneos de felinos domésticos atendidos na Clínica Veterinária do Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul. Os felinos possuem tipos sanguíneos semelhantes ao sistema ABO dos humanos, porém sem a existência do fator Rh. Os grupos sanguíneos dos felinos são constituídos por tipo A (mais frequente), tipo B (presente em algumas raças puras) ou tipo AB (raro). Para essa pesquisa, foram selecionados 50 animais, machos e fêmeas, acima de dois meses de idade, independente de peso e raça. As amostras de sangue foram coletadas através de venopunção da jugular e a tipagem sanguínea foi realizada através do kit comercial RapidVet-H IC Feline Immuno-Chromatographic (DMS Laboratories, Flemington, NJ,USA). O presente trabalho obteve frequência de 100% de felinos domésticos com tipo A. Não foram encontrados gatos do tipo B e AB. Os resultados encontrados neste estudo indicam que na região de Dourados, há uma frequência maior de gatos mestiços do grupo sanguíneo A. A tipagem sanguínea é um exame primordial antes de realizar qualquer tipo de procedimento hemoterápico, pois evita a ocorrência de reação transfusional com tipo sanguíneo incompatível (tanto para doador quanto para receptor), visto que os animais podem vir a óbito em situação de incompatibilidade sanguínea.
01/02/2019 - Informação

Artigo - "Frequência da tipagem sanguínea em felinos domésticos"

Resumo

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