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Saiba mais sobre Medicina Veterinária Legal 
 
CHAMADA 
A VP Diagnóstico conversou com Dra. Caroline Carneiro sobre a importância dessa área para a sociedade. Confira:
 
TEXTO  
 
 
O seriado CSI, conhecido no Brasil como C.S.I.: Investigação Criminal, fez sucesso ao retratar as cenas de crimes e a incansável busca por soluções desses mistérios. Para além da ficção, os Médicos Veterinários também atuam na solução de crimes, sendo grandes parceiros da justiça em investigações que, de alguma forma, envolvam os animais. Por isso, conversamos com a Dra. Caroline Carneiro, Médica Veterinária que se está se especializando na área e nos contou um pouco mais sobre os seus estudos:
 
 
 
 

 
 
Qual foi sua maior motivação para buscar se especializar na área?
 
Sempre quis ser útil aos animais e a sociedade, fazer o bem, melhorar de alguma forma a vida dos que me procurassem. Iniciei a profissional na área de petshop, com cães e gatos, tive empresa por dez anos. Mas com o passar do tempo vi que era uma atividade que me mantinha, qual fazia com carinho, mas me sentia estagnada. Sem dúvida aprendi muita coisa, mas me questionava muito, eu não me encontrava mais.Não quero desmerecer a atividade, muito pelo contrário, eu costumava dizer que às vezes certos animais se não fossem nós no pet shop atentar para suas necessidades passariam a vida sendo meros objetos dentro de casa, se estivesse de laço estava bom, mas aquela infecção nos ouvidos poderia perdurar por uma vida toda, ou até mesmo animais que só tinham carinho no pet, em casa eram segregados do convívio, por motivos diversos, ele pula muito, ele morde meu filho, ele faz xixi na casa toda... E essas coisas todas começaram a me impulsionar para fazer mais, tomar uma providência, os animais precisavam de ajuda.  E era até um tanto difícil pois quando conversava com amigos ouvia de tudo, muitos tentavam me demover da mudança, que eu tinha discurso verde, que era ideia de vegano, que era coisa de quem estava fugindo da realidade, “essa é a vida” diziam, afinal eu tinha uma empresa consolidada. Só que em 2009 assisti uma palestra do Dr. Sérvio Reis Perito Médico Veterinário da Polícia Federal, o qual fez um excelente trabalho em divulgar a MVL, e eu amei, achei um tanto distante da minha possibilidade e deixei por anos em stand by a ideia de entrar na área, até que chegou a hora de encarar que se era pra mudar de vida a tacada era aquela! E só com a cara e a coragem, me lancei na pós-graduação em Medicina Veterinária Legal. 
 
 
 
 
 
 
 
No começo da década havia certa ausência de profissionais nessa área, você acha que muita coisa mudou de lá para cá? Quais os maiores desafios que o profissional encontra no ramo?
 
Com certeza! Muita coisa mudou, a visão da sociedade mudou, as pessoas estão atribuindo mais valor aos animais, e cobrando que se faça mais por eles. Essa especialização me proporcionou o conhecimento técnico e a confiança para atuar. Afinal muitas pessoas nem entendem o que um Perito Veterinário faz, e pela grandeza da especialidade a explicação é complexa às vezes, em geral lidamos com situações ruins, mas para chegar num final justo.
 
A mudança social no que tange os animais em partes foi graças a internet, com o compartilhamento de informações, isso foi educando as pessoas, muitas causas tiveram mais visibilidade e as pessoas passaram a se comover com a situação dos animais. Então aumentou a exigência dos profissionais de todas as áreas da medicina veterinária. Acredito que se tratando da Medicina Vet. Legal o grande desafio é levar a informação para as pessoas que nós existimos, que elas podem contar conosco em diversas situações. Fazemos um serviço diferenciado e de qualidade.
 
Antigamente a perícia veterinária contava com poucos profissionais especializados, mas hoje já existem profissionais altamente qualificados, prontos para atender as demandas da sociedade, principalmente profissionais que enxergam o valor individual do animal como sujeito de direitos.
 
 
“Acredito que se tratando da Medicina Vet. Legal o grande desafio é levar a informação para as pessoas que nós existimos, que elas podem contar conosco em diversas situações.”
 

 
 
 
 
Como um médico veterinário pode auxiliar na resolução de crimes? O profissional pode atuar em qualquer tipo de caso?
 
Essa é uma das respostas complexas (rsrs)! Sem dúvida o perito tem um vasto leque de ciências para explorar na hora de auxiliar a justiça, as técnicas que serão utilizadas dependerão do tipo de situação a ser elucidada, e cito algumas técnicas e casos que cabem atuação: fotografia, vídeo, análise de ruídos, temperatura e luminosidade de ambiente para perícia de local de crime; exame de corpo de delito de animais vítimas de maus-tratos e exame etológico; pode-se utilizar da patologia forense para determinar causa morte, análises laboratoriais diversas para concluir achados de necropsia; outro exemplo é o uso da entomologia, importante ferramenta para a datação aproximada de um óbito, indo para outro campo temos a análise de documentos, evolução de rebanhos, comprovação de paternidade e seguro de animais de alto valor ou rebanhos; perícia em estabelecimentos que trabalhem com produtos de origem animal. Por exemplo: se determinada empresa entrega produto que promete; casos de abigeato (roubo de carne a campo, onde criminosos invadem uma propriedade, matam os animais de qualquer forma, retiram determinados cortes para venda, prática que emprega maus tratos e muita violência); e casos de tráfico de animais. Em todas as situações o que determinará na formação de opinião de um juiz será o resultado da perícia, que usará os vestígios encontrados, os materializando em provas de um crime. Atividade que deve ser feita com excelência e muita responsabilidade. Enfim são muitas as formas de cooperar com a justiça, claro que é impossível sabermos tudo, por isso se faz necessário trabalharmos em parcerias com profissionais especializados com os quais possamos contar quando necessário.
 
Qual é a especialização que o médico veterinário deve ter para realizar esse trabalho? 
 
Se a intenção é ser um profissional de destaque a especialização em Medicina Veterinária Legal é indispensável. Você pode até afunilar mais ainda e encontrar a área que mais gosta dentro da MVL, por exemplo temos a Dra. Carolina Jorge patologista da área de animais marinhos no Litoral do PR, sua experiência enriqueceu muito nossa vivência durante a pós; outro exemplo é do Dr. Lúcio Costa que atua na esfera de inspeção e defesa sanitária animal; já eu estou focada no Direito dos Animais, minha energia está voltada a produção de material que fortaleça o Direito Animal. 
 
 
 

 
 
É necessário concurso para atuar como perito,  assistente técnico, consultor ou auditor?
 
Como Perito Oficial é necessário concurso, e em crimes como o de Mariana e Brumadinho foram Peritos Oficiais da Polícia Federal que atuaram nos casos, quais por sua vez contaram com o auxílio de uma série de profissionais não concursados em campo. Como perito nomeado a indicação é do juiz, então é melhor que você se dedique pra responder a essa responsabilidade, como assistente técnico, consultor e auditor você pode atuar sem concurso também, não só na esfera cível, mas também particular. Claro que atentando sempre sua própria capacidade em realizar o trabalho.
 
 
Quais são as principais demandas que os médicos veterinários atendem em casos de crimes contra a fauna? 
 
Se tratando de fauna silvestre seria o tráfico desses animais sem dúvida, o Brasil é o maior fornecedor de animais traficados do mundo, infelizmente. Estudamos a dinâmica do crime (terceiro que mais movimenta dinheiro no mundo todo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas); há atuação de peritos veterinários na descoberta das formas de aprisionamento e captura dos animais ou de caça, receptação e distribuição desses animais, descobrindo canais de venda até os consumidores finais, atentando que durante toda a prática são empregados métodos de crueldade para com esses animais, exemplo: ouvimos muito falar em araras mansas, esses animais sofrem a fratura do externo para que não lutem e nem vocalizem. É um crime abominável! E quem compra e quem caça é tão abominável quanto! No caso de animais de produção, de esportes ou práticas ditas como culturais temos muita demanda também, pois movimenta muito dinheiro também. A cada dia nos empenhamos mais para diminuir o sofrimento dos animais, sejam os que nos servirão ou não, estudamos cada dia mais para auxiliar a justiça a coibir e reprimir práticas culturais de violência, maus tratos e venda ilegal de animais sejam de companhia ou não dando peso às decisões com nossos laudos periciais. 
 
Além do tráfico de animais e dos maus-tratos, quais são as demais investigações em que a Medicina Veterinária Legal ou Forense entra em campo?
 
Situações envolvendo a saúde pública, em casos de epizootias, em casos de fraudes em alimentos também; Operações como Carne Fraca, Poseidon e Trapaça, envolveram trabalho pericial veterinário oficial. Podemos também prestar serviços como consultores como já citado, na prevenção de riscos, por exemplo: em clínica, atentando às condutas éticas, orientando a documentação de seus pacientes  pois esses documentos médico legais são elementos da conduta clínica, e em casos de suspeita de erro médico vão ser analisados, saber redigir, criar e alimentar esses documentos é fundamental para garantia de um trabalho bem feito e salvaguardar-se caso necessário. Um pet shop pode solicitar consultoria também de forma preventiva e também em casos de acusação indevida de maus trato, ferimentos ou doenças atribuídos ao serviço prestado. Aquele que acusa pode contratar um Assistente Técnico para materializar sua acusação, porém nada impede que o acusado se defenda e também contrate Assistente Técnico para contestar. Podemos trabalhar prestando serviço de consultoria para ongs, abrigos, canis, gatis, criatórios de animais regularizados, zoológicos e biotérios. Em casos onde haja grande mortalidade de animais, ou doenças de grande morbidade. É importante lembrar que o nosso objetivo é uma vida de qualidade aos animais, e que isso seja respeitado como um Direito Fundamental de 4º Dimensão, usando das ciências veterinárias e dos dispositivos da Lei, para honrar inocentes e punir culpados. 
 
 
 
“Nós, veterinários, somos os guardiões dos animais, e temos que nos investir dessa missão e agir como tal.”
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMAGEM
 

 
 
Caroline Carneiro é Médica Veterinária Pós Graduanda em fase de Conclusão de Curso em Medicina Veterinária Legal pela Instituição Quallitas sob orientação do Juíz Federal Dr. Vicente de Paula Ataíde Jr. Pós Graduanda em Acupuntura Bioenergética Veterinária e Terapias Orientais pela Universidade Tuiuti do Paraná, atua como Médica Veterinária Perita e com clínica médica generalista de pequenos animais em atendimentos domiciliares, em Curitiba e Região Metropolitana. E-mail: ccarneiromedicaveterinaria@outlook.com
04/09/2019 - Informação

Saiba mais sobre Medicina Veterinária Legal

A VP Diagnóstico conversou com Dra. Caroline Carneiro sobre a importância dessa área para a sociedade. Confira:

Saiba Mais
Qual é o momento certo para desenvolver um protocolo vacinal de cães e gatos? 


Para responder essa, e outras perguntas dentro desse tema, conversamos com o Fernando S. Kloster, Médico veterinário da VP Diagnóstico. Ele respondeu as principais dúvidas que recebemos pelo perfil da VP no Instagram e em nossa página no Facebook.









O que é o protocolo vacinal? É a mesma coisa que programa vacinal? E qual é a sua importância?

Programa vacinal é quando há vacinação de animais ou pessoas em uma determinada data/época com o propósito de vacinar o maior número possível de indivíduos de uma determinada população. Já, um protocolo vacinal é o esquema de vacinas proposto para cada indivíduo de acordo com suas necessidades, rotina, região/localidade que habita, idade, etc.  

Existe um momento certo para criar o protocolo do animal de estimação? Filhotes precisam?

A criação do protocolo deve ser realizada logo na primeira aplicação de uma dose vacinal. Protocolos vacinais têm sido atualizados constantemente a fim de que a proteção seja efetiva e a resposta imune torne-se eficaz. Segundo a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), o início da vacinação deve ocorrer entre 6 e 8 semanas de idade. É de suma importância que cada paciente tenha sua carteirinha de vacinação e que os proprietários estejam cientes de que as doses subsequentes devem ser dadas na data indicada pelo médico veterinário.





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Quais são os fatores levados em conta para personalizar o protocolo vacinal de cães e gatos? É o mesmo?

Os protocolos para cães e gatos são ligeiramente parecidos em relação, por exemplo, à idade, porém, cada espécie bem como pacientes individuais devem ter suas particularidades levadas em conta na hora da vacinação. Segundo a WSAVA, gatos também deve ser vacinados a partir de 6 a 8 semanas de idade. Entretanto, as vacinas não são exatamente contra os mesmos patógenos. As vacinas essenciais para os cães são contra Parvovirose, Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Raiva. Já para gatos, as vacinas essenciais são contra o Vírus da Panleucopenia Felina, Herpesvírus, Calicivírus Felino e Raiva. Esta última a WSAVA recomenda que seja administrada com 12 semanas de idade para gatos e 16 semanas para cães. Essa diferença ocorre pois o gato é predador do morcego (principal espécie animal que mantém o vírus da raiva circulante no Brasil e o no mundo) e, consequentemente, está mais propício ao risco de infecção.

DESTAQUE  

“As vacinas essenciais para os cães são contra Parvovirose, Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina e Raiva. Já para gatos, as vacinas essenciais são contra o Vírus da Panleucopenia Felina, Herpesvírus, Calicivírus Felino e Raiva.”






Adotei um animal de rua, qual é o primeiro passo para verificar se sua saúde está em dia?

O primeiro passo é levá-lo ao seu médico veterinário de confiança para uma avaliação clínica minuciosa. O profissional irá avaliar o paciente pelo exame físico e, se necessário, a realização de exames laboratoriais e complementares.




Se o bichinho já foi vacinado, precisa ser revacinado todos os anos? Como saber se ele ainda está protegido?

É importante ressaltar que vacinas contra patógenos como Bordetella, Leptospira, etc, devem ser dadas anualmente sempre a critério do médico veterinário. Em relação a outros patógenos, vários estudos comprovam a longa eficácia de vacinas contra Parvovirose, Cinomose e Hepatite Infecciosa Canina bem como Panleucopenia, Calicivírus e Herpesvírus Felino. Há vários estudos em pacientes relatando a presença de elevados títulos de anticorpos protetores após 3 anos da última dose de vacinação tanto em cães como em gatos (Gore, et al. 2006; Killey, et al. 2018). Porém, fatores intrínsecos fazem com que nem todos os pacientes respondam à vacinação de maneira ideal. A melhor opção é verificar se o paciente está com o nível adequado de anticorpos protetores. Se esse nível estiver ideal, a revacinação não é necessária. Já se os títulos de anticorpos estiverem abaixo do nível ideal, deve-se revacinar imediatamente o paciente para garantir a proteção.



Fontes citadas:

Day, et al., 2015. Vaccination guidelines. Journal of Small Animal Practice, 57, E1-E50.

Killey, et al., 2018. Long-lived immunity to canine core vaccine antigens in UK dogs as assessed by an in-practice test kit. Journal of Small Animal Practice, 59 (1), 27-31.

Gore , et al., 2006. Three-year duration of immunity in cats following vaccination against Feline Rhinotracheitis Virus, Feline Calicivirus and Feline Panleukopenia Virus. Veterinary Therapeutics, 7 (3), 213-222.
 
 
Fernando S. Kloster é Médico Veterinário na VP Diagnóstico. 
Graduado em Medicina Veterinária pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2008), especialista em Biotecnologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2010) e mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná (2013). Tem experiência na área de Medicina Veterinária com ênfase nos seguintes temas: Raiva; Imunofluorescência Direta; Controle da Raiva dos Herbívoros; Vigilância da Raiva no estado do Paraná; Tipificação Antigênica e Análise Filogenética do vírus rábico; Saúde pública; Zoonoses; Doenças Infecciosas; Defesa Sanitária Animal; Doenças Parasitárias; Metodologias In vitro de análise de substâncias com potencial anti-helmíntico e Diagnóstico de resistência parasitária.
03/09/2019 - Informação

O que é o protocolo vacinal e qual é a sua importância?

Qual é o momento certo para desenvolver um protocolo vacinal de cães e gatos? 

Saiba Mais
O que é Clamidiose felina?
 
 

 A clamidiose felina é uma doença altamente contagiosa. Causada pela bactéria Chlamydophila sp, afeta o sistema respiratório e olhos dos gatos, podendo levar ao desenvolvimento de conjuntivite.  
 
Para compreender melhor a doença, seu diagnóstico e tratamento, a Dra. Fernanda Kindler Marques, que é especialista em felinos e atua na Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina, respondeu algumas perguntas enviadas em nossas redes sociais. 
 
 
 
VP Diagnóstico - O que é Clamidiose felina?
 
É uma doença contagiosa que afeta trato ocular e respiratório dos gatos. É prevalente em grandes populações ou locais com alta densidade como abrigos e gatis, e afeta principalmente indivíduos jovens e não imunizados. É uma zoonose, ou seja, pode acometer seres humanos também, mas sua ocorrência não é comum.
 
 
 
 
 
VP Diagnóstico - Qual a importância de realizar sorologia para Chlamydophila no gato doméstico?
 
Gatos não vacinados , devem ser testados para controle de prevalência da doença, vacinação e tratamento adequado.
 
 
VP Diagnóstico - Quais os sinais clínicos no gato com Clamidiose?
 
Os sintomas são geralmente oculares que podem ser agudos ou crônicos como conjuntivite, secreção serosa que evolui para mucosa, hiperemia conjuntival, edema, blefarospasmo. Também pode causar febre branda, rinite, espirros e perda de massa corporal. Nas formas mais graves da doença os sintomas podem ser claudicação, abortamento, infertilidade e mortalidade neonatal.
 
 
VP Diagnóstico - Meu gato é positivo para Chlamydophila sp. Que cuidados devo tomar?
 
O sistema imune de alguns gatos é capaz de eliminar a infecção. Para os positivos, mesmo que assintomáticos, é recomendado que se faça um tratamento de longa duração.
Caso possua mais gatos em casa que não sejam vacinados, é importante que o animal positivo seja isolado para não gerar um surto da doença. Além disso, deve-se tomar cuidado com a higienização das mãos após manipular um felino doente, a fim de evitar a contaminação de outros animais e humanos.
 
 

 
 
 
 
Você tem gato em casa?
 
A VP Diagnóstico oferece um teste Dot-Elisa que determina no soro de gatos, a presença do anticorpo IgG da Toxoplasma gondii e Chlamydophila sp. O ImmunoComb Toxoplasma & Chlamydophila Felina tem fácil aplicação e os resultados são obtidos em 40 minutos.
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FOTO DRA FERNANDA
 
Dra. Fernanda Kindler Marques
Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Felinos (Qualittas). É membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFel) e Proprietária da Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 
Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 
Siga a medicinafelinarp no Instagram.
 
 
 
 
 

 
Quer saber mais sobre o assunto? 
 
- Acesse o Canal do Pet. 
- Estudo sobre a relação entre cães, gatos e zoonoses, realizado pela Consultoria Legislativa.
12/08/2019 - Informação

O que é Clamidiose felina?

O que é Clamidiose felina?

Saiba Mais
O que é toxoplasmose? 
Saiba qual é o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença.

Para compreender melhor a transmissão, suas causas e o papel dos gatos nessa doença, conversamos com a Dra. Fernanda Kindler Marques,  que é especialista em felinos e atua na Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

 

VP Diagnóstico - O que é toxoplasmose e qual o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença?

A Toxoplasmose é uma doença de carácter zoonótico causada pelo protozoário Toxoplasma gondii que pode infectar humanos, gatos e outros animais. Os gatos são sempre associados a doença pelo fato de serem os hospedeiros definitivos do protozoário, ou seja, é neles que o agente infeccioso realiza seu ciclo biológico para ser eliminado nas fezes do animal em forma de oocistos (ovos).

No entanto, nem sempre o parasita vai se reproduzir no organismo do gato, e nesse caso não serão eliminados. Porém, a maior fonte de infecção para os humanos encontra-se nos alimentos que são ingeridos e encontram-se mal lavados como verduras e frutas, e carnes cruas.

 

VP Diagnóstico - Qual a importância de fazer sorologia para toxoplasma no gato?

É importante fazer a sorologia, pois os gatos podem disseminar a doença eliminando milhares de oocistos nas fezes e contaminando o meio ambiente. Portanto a sorologia vai esclarecer se o gato possui os anticorpos contra o toxoplasma gondii, e se ele está doente, imune ou se é potencialmente transmissor.

Os animais devem ser avaliados quando apresentarem alterações oculares, neurológicas e gastrointestinais, principalmente sinais de febre, anorexia, letargia, dificuldade respiratória, dores musculares e icterícia.

 

VP Diagnóstico - Meu gato tem anticorpos contra Toxoplasma...o que isso significa?

Depende, o animal pode ter sido infectado recentemente e o organismo do animal estar produzindo anticorpos contra o T. gondii, a fim de eliminar a infecção. Ele pode estar infectado e produzindo os anticorpos contra o agente infeccioso, porém já em uma fase de recuperação da infecção. Ou o animal pode ter adquirido a infecção durante algum momento da sua vida e agora ele apresenta anticorpo em seu organismo.



VP Diagnóstico - Quais cuidados devem ser tomados em relação às fezes e caixa de areia dos gatos?

É necessário limpar as caixas de areia diariamente, pois os oocistos liberados nas fezes esporulam após 48 horas no ambiente. Medidas de higiene como usar luvas, lavar as mãos após manipular a caixa de areia e lavar com sabão a caixa periodicamente são importantes na prevenção dessa doença.

 

VP Diagnóstico - O gato que tem anticorpos contra Toxoplasma deve receber tratamento?

O animal só vai receber tratamento se apresentar sinais clínicos da doença.

 

VP Diagnóstico - Quais cuidados a gestante deve ter para evitar a Toxoplasmose?

Seguir todos os cuidados de higiene com a caixa de areia do seu gato (preferencialmente deve ser feita por outra pessoa ou usar luvas), lavar bem as mãos após limpar as caixas de areia, não consumir carne crua ou mal passada, lavar bem verduras, legumes e frutas, beber água de fontes limpas, e não entrar em contato com areia e terra de locais públicos, e determinar o estado infeccioso de uma mulher antes que ela engravide.

 

Você tem gato em casa?

A VP Diagnóstico oferece um teste Dot-Elisa que determina no soro de gatos, a presença do anticorpo IgG da Toxoplasma gondii e Chlamydophila sp. O ImmunoComb Toxoplasma & Chlamydophila Felina tem fácil aplicação e os resultados são obtidos em 40 minutos.

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Dra. Fernanda Kindler Marques

Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Felinos (Qualittas). É membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFel) e Proprietária da Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

Clínica Feline - Medicina Interna e Comportamental Felina. 

Siga a medicinafelinarp no Instagram.

 



Quer saber mais sobre o assunto?
- O site do Ministério da Saúde reúne um material completo sobre a Toxoplasmose.
- Saiba mais sobre os últimos registros da doença no site do NEXO e da Folha de São Paulo.

- Leia mais sobre a relação da doença com a gravidez no site da BBC.

- Você ainda pode assistir o programa Ligado em Saúde, da Fiocruz, para conferir mais orientações.
12/08/2019 - Informação

O que é toxoplasmose?

Saiba qual é o papel dos felinos domésticos no ciclo da doença.

Saiba Mais
Em atividade recente, alunos do 3º período de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Sociedade Educacional de Santa Catarina  testaram o VacciCheck®.  A atividade aconteceu durante a aula prática de testes Imunobiológicos, da disciplina de Imunologia. Os testes foram coordenados pelo Professor Uriel Vinícius Cotarelli de Andrade, com quem conversamos. Confira como foi a experiência:

VP Diagnóstico - Professor, essa foi a primeira vez que o VacciCheck® foi utilizado em uma experiência prática junto aos alunos? Esse tipo de teste rápido já é utilizado pelos acadêmicos? 
Sim, foi a primeira vez que utilizamos o Vaccicheck com os alunos. Não, infelizmente não é freqüente o uso de kits rápidos imunológicos em aulas práticas, na maioria das instituições de ensino superior.

VP Diagnóstico - Quais foram as impressões dos estudantes e qual a importância de atividades como essa para a formação de novos profissionais?
Os alunos adoraram, uma vez que expressa a realidade colocada em sala de aula. Acredito que contribui muito, pois os alunos têm a oportunidade de realizar um teste que, teoricamente, só terão acesso na vida profissional.
VP Diagnóstico - A pesquisa na área imunológica é de grande importância para a evolução da Medicina Veterinária. Quais são os desafios que os jovens profissionais devem enfrentar dentro e fora da academia nesse cenário?
Acredito que o maior desafio é correlacionar os sinais clínicos do paciente com o teste imunológico mais adequado e também a interpretação correta dos resultados encontrados.
VP Diagnóstico - Com o teste VacciCheck® é possível obter os resultados para três doenças: ICH/CAV, CPV e CDV, simultaneamente em 28 minutos. Quais outras vantagens o Sr. destacaria nesse produto? 
Alta sensibilidade e especificidade, fácil execução e interpretação.
 
Uriel Vinícius Cotarelli de Andrade
Médico Veterinário, Mestre e Doutor pela UFPR, professor de Microbiologia e Imunologia, do curso de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Curitiba. Os alunos do 3o período de Med. Vet. estavam na aula prática de testes Imunobiológicos, da disciplina de Imunologia.
24/05/2019 - Notícias

Estudantes de Medicina Veterinária da UNISOCIESC utilizam VacciCheck® em aula.

Em atividade recente, alunos do 3º período de Medicina Veterinária da UNISOCIESC - Sociedade Educacional de Santa Catarina  testaram o VacciChe...

Saiba Mais
Alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA), do Rio de Janeiro, realizam atividade em laboratório utilizando o  kit Vaccicheck®.
Em atividade realizada na disciplina de Imunologia, ministrada pelo Doutor em Microbiologia e Médico Veterinário Flávio Gimenis Fernandes, os alunos Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA) utilizaram o kit Vaccicheck®.
A ideia do professor e pesquisador foi estimular seus estudantes para avaliar o estado imunitário de animais através de um teste rápido e que fornece resultados eficazes. Com o uso do Vaccicheck® os alunos puderam realizar verificação prática de títulos vacinais e a validação pós-vacinação em amostras de sangue e plasma.
A experiência prática é fundamental para que os graduandos realizem a aplicação e interpretação de técnicas diagnósticas na medicina veterinária, correlacionando o diagnóstico e prognóstico das doenças infecciosas e parasitárias que acometem cães e gatos.
O VacciCheck® é um kit de avaliação rápida para a verificação vacinal. Ele é utilizado para a checagem do estado de imunidade de cães sobre três patógenos: Hepatite infecciosa Canina (ICH/CAV), Parvovirose Canina (CPV) e a Cinomose Canina (CDV). Aqui no Blog contamos mais sobre o uso do Vaccicheck® e você pode conferir aqui.
Flávio Gimenis é Professor e pesquisador. Graduado em Medicina Veterinária, Especialista em Microbiologia, Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia e Imunologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Extensionista no projeto Global Incidence of Multidrug-Resistant Tuberculosis no Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa – Portugal (IHMTL).
Para saber mais sobre as pesquisas desenvolvidas pelo Professor Flávio Gimenis, acesse o site dele aqui.  Se você deseja realizar uma atividade semelhante junto ao seus acadêmicos, entre em contato com a VP Diagnóstico.
15/04/2019 - Notícias

Estudantes de Medicina Veterinária testam o kit Vaccicheck®

Alunos do curso de graduação em Medicina Veterinária da Universidade Estácio de Sá (UNESA), do Rio de Janeiro, realizam atividade em...

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