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A Cinomose canina é definida por ser uma doença grave e de alta mortalidade

25/05/2018 - Publicações

É uma doença multissistêmica, ou seja, sua evolução pode apresentar vários sintomas e atingir todo o organismo.

Uma infecção que chama muito a atenção de médicos veterinários é a Cinomose canina (CDV) causada por vírus da família Paramyxoviridae, pertencente ao gênero Morbillivirus. Segundo o Dr. Francisco Anilton, professor de imunologia, epidemiologia, doenças infecciosas e saúde pública, a Cinomose “é uma doença sistêmica de evolução aguda, subaguda ou crônica que, além dos sintomas sistêmicos, pode também evoluir para graves sinais neurológicos”. O professor também ressalta que os sintomas variam de acordo com a força ou capacidade de multiplicação do vírus, a linhagem de microrganismos produzida, as condições ambientais, idade e estado imunológico do animal. Os sintomas: tosse, diarreia, anorexia, desidratação e perda de sangue com debilitação são observados em cães com quadros de Cinomose aguda.

De acordo com Anilton, as erupções cutâneas progredindo para pústulas (erupções com pus) e pequenos tumores inflamatórios na pele podem ocorrer especialmente na região do abdômen. Os sinais neurológicos começam no período de uma a três semanas após a recuperação da doença sistêmica. Nesse período há registro de ocorrência de sensibilidades nos órgãos, dores,, rigidez cervical, convulsões, sinais cerebelares e vestibulares e incoordenação.

Segundo o autor Macgavin (2013), os sintomas clínicos que caracterizam a doença consistem em febre bifásica, diarreia, vômito, perda de peso, secreção oculonasal com presença de muco e pus, tosse, distúrbios respiratórios e possível perda de visão. Quando a Cinomose caracteriza um caso mais grave, ela pode desenvolver problemas relacionados ao sistema nervoso central, incluindo inflamação no nervo óptico, lesões de retina, convulsões ou mioclonias residuais, falta de coordenação dos movimentos e paralisia.

A transmissão do vírus da Cinomose ocorre pela excreção de gotículas por meio de aerossol e outras excreções do corpo de animais infectados. O vírus pode ser liberado por vários meses, tendo sua disseminação em locais onde há maior incidência de cães mantidos em grupos, tornando o vírus instável no ambiente (SILVA et al., 2007).

Professor Anilton reforça que o vírus é eliminado nos exsudatos respiratórios, nas fezes e nos exsudatos conjuntivais por 60 a 90 dias após a infecção. Portanto, a contaminação dos animais pode ocorrer a partir do contato com outros animais que estão eliminando o vírus no ambiente, ou por meio do próprio ambiente contaminado.

A doença tem baixa porcentagem de cura, pois enfraquece o sistema imunológico, deixando o paciente vulnerável a outras infecções para bactérias e outras infecções.

Os cuidados e tratamento

De acordo com Francisco Anilton, o tratamento é inespecífico e de suporte, e as infecções bacterianas secundárias devem ser tratadas com antibióticos.

Segundo ele, os anticonvulsivantes são administrados quando necessário, já o uso de glicocorticóides pode ser benéfico em alguns casos de cães com doenças do sistema nervoso central que provém de infecção crônica pelo vírus da cinomose, mas contraindicado em cães infecção aguda.

Além disso, para evitar que os cães fiquem expostos a essas doenças é preciso mantê-los longe de animais doentes e em um local limpo e arejado.

A vacinação também é um importante meio de prevenção. Mas é preciso que o cão seja vacinado ou revacinado constantemente?

O VacciCheck®

O kit de verificação vacinal VacciCheck® serve para avaliar o status de vacinação do cão com relação a três enfermidades, são elas: a Cinomose canina, Hepatite Infecciosa Canina e Parvovirose Canina. A partir do momento em que é feita essa verificação, é possível analisar se o cão precisa ser revacinado ou se ele está imune a algumas enfermidades.

O objetivo principal deste kit é fornecer uma ferramenta útil para avaliar o estado de imunidade de cães sobre esses três patógenos. Como tal, ele pode determinar o título de IgG antes e após a vacinação ou a duração da imunidade.

Por meio da utilização do kit é possível evitar sintomas que podem ser causados pela vacina, além de evitar o excesso de vacinação. Muitas vezes alguns cães podem ser alérgicos a componentes da vacina e desenvolver problemas pós-vacinação. Além disso, eles podem já possuir anticorpos maternais capazes de manter os filhotes protegidos, fator que pode reduzir a força da vacina.

O uso do VacciCheck® pode ser benéfico aos animais, pois pode avaliar o histórico de vacinação dos cães, verificar se estão imunossuprimidos e ajudar da decisão da revacinação ou não.

Esse cuidado é uma ação preventiva para evitar que o paciente desenvolva riscos à saúde e avalie as condições físicas do animal.

Por meio do teste, os resultados são obtidos em poucos minutos. Para acompanhar o passo a passo do uso do kit clique aqui.

 

Referências:

MACGAVIN, D.M., et al. Bases da patologia em veterinária. Rio de Janeiro, Editora elsevier, 2013.

SILVA, M. C., et al. Aspectos clinicopatológico de 620 casos neurológicos de cinomose em cães. Pesquisa Veterinária Brasileira. v.27,n.5,p. 215 – 220, maio 2007.